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Colposcopia e Biópsia

A colposcopia é um exame no qual se observa a vulva (parte externa da vagina), a vagina e o colo do útero. É idêntico ao exame ginecológico, utilizando-se também um espéculo vaginal, mas em vez do exame ser a olho nu, utiliza-se um aparelho chamado colposcópio (funciona como um microscópio sem entrar em contacto direto com o paciente).

O médico olha através dele, a cerca de 30 cm da superfície que está a ser examinada. Durante o exame são pincelados líquidos reagentes, que revelam as alterações destas superfícies e são tiradas fotografias para posteriormente se avaliar as alterações descritas. Este exame deve ser realizado quando solicitado pelo seu médico.

A colposcopia pode ser realizada em qualquer altura do mês desde que a mulher não esteja menstruada. Durante o procedimento o seu médico informá-la-á sobre os aspetos observados e possivelmente fará uma biópsia que consiste em retirar uma pequena porção de tecido do colo do útero, que irá ser analisado em laboratório.

Este exame é feito no consultório, de forma rápida e geralmente é indolor sentindo-se apenas um desconforto.

Indicações para realização de uma colposcopia

Muito provavelmente o seu médico solicitou este exame porque a sua citologia cervical mostrou alguma alteração. O objetivo da colposcopia é identificar o tipo de alteração, onde está localizada, a sua extensão e natureza. Como habitualmente estas lesões são muito pequenas, não são visíveis a olho nu e precisam de ser pesquisadas através de um aumento ótico, que é feito pelo colposcópio.

Este exame também está indicado nas seguintes situações: para controlo de pacientes com antecedentes de infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV) ou com cancro do colo do útero; em pacientes com sangramento vaginal anormal; em pacientes com fluxo vaginal que não cura com os tratamentos habituais; em pacientes com presença de lesões externas tais como: verrugas, condilomas, úlceras, entre outros; e também como estudo prévio à realização de uma cirurgia no útero.

Recomendações

Após a realização da colposcopia e biópsia:

Pode acontecer um aumento do fluxo vaginal com um pouco de hemorragia, que pode durar entre 3 a 5 dias. Enquanto o sangramento não desaparecer deve evitar as relações sexuais, assim como o uso de tampões e as lavagens vaginais internas.

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Amniocentese

A amniocentese é um método de diagnóstico pré-natal que consiste na aspiração de uma pequena quantidade de líquido amniótico. Através da ecografia é possível localizar corretamente a placenta e o feto, para que se possa introduzir uma agulha com segurança e proceder à recolha do líquido amniótico, que posteriormente será analisado no laboratório de genética. Este exame é praticamente indolor, dura cerca de 30min e 1 a 2 semanas depois já se sabe o resultado da análise.

A altura mais indicada para fazer a amniocentese é entre a 14ª e a 20ª semana de gravidez e só é realizado se existir líquido amniótico suficiente à volta do feto. Este exame implica alguns riscos e só deve ser realizado se houver indicação para tal. Existe a hipótese de aborto, embora a percentagem destes casos seja reduzida.

Indicação para realização da amniocentese:

Tendo em conta que este exame não é obrigatório e que o seu principal objetivo é a deteção de alterações no feto, este está indicado nas seguintes situações:

  • Se a mulher tiver idade superior a 35 anos, à data do parto;
  • Se a mulher já tiver um filho com alguma deficiência;
  • Se na ecografia se suspeitar de alguma anomalia ou malformação;
  • Se a mãe ou o pai do bebé tiveram história familiar de certas doenças ou defeitos congénitos.

Recomendações

  • Antes da realização da amniocentese deve esvaziar a bexiga momentos antes da intervenção.
  • Após a realização da amniocentese é frequente as pacientes sentirem desconforto na zona da picada. Se tiver sangramento vaginal e perda de líquido amniótico, contacte o seu médico.
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Biópsia das vilosidades coriónicas

As vilosidades coriónicas fazem parte da placenta em desenvolvimento. A sua biópsia consiste em retirar uma pequena amostra dessas vilosidades, permitindo assim fazer o estudo dos genes e dos cromossomas do feto, que pode estar indicado em casos específicos tais como: pai/mãe ou familiares diretos portadores uma doença transmissível geneticamente, pais que já tiveram um filho com uma doença genética ou em casos que durante a gravidez algum dos exames realizados tenha mostrado um risco aumentado de o bebé vir a ter uma doença genética.

Idealmente este exame é realizado entre a 11ª e a 12ª semana de gestação.

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Tratamento de condilomas

Existem 3 tipos de tratamentos de Condilomas:

  • Através da aplicação de produtos químicos diretamente no local, que queimam as lesões levando à sua morte. Habitualmente é necessário repetir este procedimento até ao desaparecimento total das lesões.
  • Através de criocirurgia: tal como a criocoagulação, a morte das células é devida à aplicação de uma temperatura baixa nas zonas onde estão presentes as lesões.
  • Através de cirurgia propriamente dita, em que consiste na excisão total das lesões. Este método é mais caro e invasivo, mas tem como vantagem o fato de ser necessário uma só aplicação.

A escolha da terapêutica depende de vários fatores que devem ser falados com o seu médico.

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Histeroscopia

A Histeroscopia é um exame de diagnóstico que consiste na observação direta do endométrio (revestimento interior do útero) através de um sistema ótico fino que é introduzido no útero. Demora entre 15 a 20 minutos.

Habitualmente não se recorre à anestesia e o exame é feito em ambulatório. A histeroscopia pode ser realizada em qualquer altura do mês desde que não esteja menstruada e com preferência para o intervalo entre o 8º e o 14º dia do ciclo menstrual. As alterações mais comuns que têm indicação para a realização deste exame são:

  • Sangramento irregulares;
  • Tentativas falhadas de engravidar;
  • Espessamento do endométrio (revelado pela ecografia);
  • Tumores.

Também permite uma orientação mais precisa para o local da lesão, quando se pretende fazer uma biópsia.

Recomendações

Antes da histeroscopia

  • Refeições ligeiras;
  • Apesar de ser um exame simples, deve vir acompanhada por um adulto responsável.

Após a histeroscopia

Deve contactar o seu médico se sentir febre, dores abdominais intensas, perda de sangue por via vaginal.

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Exame de Papanicolau ou citologia cervical

Este é um exame efetuado durante uma avaliação ginecológica de rotina, que permite a recolha de células que descamam do colo do útero; tendo como objetivo detetar precocemente lesões pré-malignas ou malignas a este nível. O colo do útero corresponde à extremidade inferior do útero, onde este órgão se une à vagina.

Para visualizar o colo do útero e proceder à recolha de células para a citologia cervical, o médico afasta as paredes da vagina com um espéculo (um instrumento semelhante a um bico de pato). A recolha das células é efetuada com uma espátula e/ou um pequeno escovilhão, sendo este material depois colocado numa lâmina ou frasco contendo um meio líquido. A amostra assim obtida será enviada para um laboratório para ser analisada ao microscópio.

A escolha entre a utilização de lâminas ou um meio líquido (como por exemplo o Thin Prep que utilizamos na nossa clínica) depende de vários factores. Ambos os métodos são aceitáveis e têm sensibilidades idênticas para detetar lesões de alto grau (HSIL). Contudo os meio líquidos são melhores para detetar anomalias de células glandulares (ACG), células escamosas atípicas de significado desconhecido (ASC-US) e lesões de baixo grau (LSIL). Os meios líquidos fornecem também amostras mais adequadas nas mulheres que apresentem uma hemorragia ou inflamação do colo do útero: estas condições podem obscurecer a interpretação de um esfregaço convencional (em lâmina). A possibilidade de efetuar outros testes na mesma amostra, como por exemplo o teste do HPV (vírus do papiloma humano) ou pesquisa de infecção por clamídea é outra vantagem desta técnica. Pelas razões apontadas é muito provável que o seu Ginecologista lhe proponha efetuar a colheita do seu papanicolau num meio líquido.

Não assuma que sempre que o seu médico a examinar com um espéculo (o tal instrumento semelhante a um bico de pato) estará a efetuar o exame de papanicolau; este instrumento é utilizado no exame ginecológico de rotina.

A citologia cervical pode encontrar células cancerosas ou células que podem vir a originar cancro (chamadas células percursoras). Com este exame consegue-se idealmente fazer um diagnóstico de cancro do colo do útero em fases precoces quando o tratamento curativo é possível.

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HPV

O vírus do papiloma humano (HPV) pertence ao grupo de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e a infecção pelo HPV constitui o fator de risco mais importante para o cancro do colo do útero. Esta família de vírus possui mais de 100 variações diferentes, mas a maioria não está associada a este cancro. Estes subtipos são classificados como sendo de baixo ou de alto risco, relativamente ao seu potencial para causar cancro do colo do útero. Os subtipos de baixo risco (por exemplo o 6 e o 11) são assim designados porque estão associados a lesões benignas (ex. verrugas) e raramente a cancro do colo do útero. Os HPV 16 e 18, entre outros, são considerados subtipos de alto risco, porque podem causar cancro do colo do útero em algumas mulheres.

Estima-se que 50% a 80% da população feminina sexualmente ativa venha a contrair esta infecção ao longo da sua vida.

A vacina para o HPV já faz parte do plano nacional de vacinação para as adolescentes a partir dos 13 anos e abrange quatro subtipos de HPV: dois de alto risco (16 e 18) e dois de baixo risco (6 e 11). Para além desta vacina (Gardasil®), que é gratuita para as adolescentes, existe uma outra (Cervarix®) que abrange apenas os dois subtipos de alto risco.

A principal forma de transmissão das verrugas (condilomas) anogenitais e da infeção do colo do útero pelo HPV é o contacto genital, habitualmente durante as relações sexuais.

A infecção por HPV de alto risco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de cancro do colo de útero. Outros fatores de risco importantes são: início precoce da atividade sexual, número elevado de parceiros sexuais, parceiro sexual de alto risco (com antecedentes de múltiplos parceiros sexuais ou infecção conhecida pelo HPV), antecedentes de doença sexualmente transmissível (por exemplo, clamídea e herpes genital), antecedentes de lesão intraepitelial ou cancro da vulva ou vagina e a imunossupressão (por exemplo infeção pelo VIH).

A maioria das pessoas infetadas pelo HPV não tem qualquer sinal ou sintoma. A maioria destas infecções, principalmente entre as mulheres mais jovens, é transitória, sendo combatida e eliminada espontaneamente pelo sistema imune sem causar qualquer dano, no período de 2 anos. Quando o vírus persiste (em 10-20% dos casos) existe o risco de poderem surgir lesões benignas precancerosas ou mesmo, no fim da linha, cancro do colo do útero. Contudo de um modo geral, são necessários muitos anos para uma infecção pelo HPV causar cancro do colo do útero.

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