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Medicina Dentária

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Exames e tratamentos

Branqueamento

A cor dos nossos dentes é determinada essencialmente pelos hábitos alimentares sendo o consumo diário de café, chá, refrigerantes, vinho tinto assim como os hábitos tabágicos, as principais causas do escurecimento dentário. A higiene oral insuficiente e o uso de determinados antibióticos (como por exemplo as tetraciclinas) durante a formação dentária, contribuem de igual modo para uma coloração mais escura da dentição.

Antes de eleger a técnica mais adequada para branquear os dentes, é essencial identificar a origem do escurecimento. Os dentes podem ter manchas internas e externas, havendo diferentes formas de as eliminar.

O branqueamento dentário baseia-se na aplicação de um agente oxidante (peróxido de hidrogénio ou peróxido de Carbamida) que penetra no esmalte e dentina removendo as manchas pigmentadas.

O branqueamento dentário pode ser interno, em dentes desvitalizados, ou externo, em dentes vitais. Em dentes vitais deve aplicar-se um gel dessensibilizante à base de Nitrato de potássio e Fluor.

O branqueamento dentário externo pode ser realizado através de uma luz que ativa o agente branqueador ou realizado em casa. Neste último caso, após a confeção de umas moldeiras realizadas especificamente para a boca de cada paciente, será colocado o gel branqueador, que deve ser aplicado durante 1 a 6 h por dia, durante cerca de 2 semanas.

As consequências da realização de um branqueamento dentário em grávidas não está documentada cientificamente, mas por uma questão de segurança, recomendamos que não o faça.

Durante o branqueamento deve-se evitar os alimentos/bebidas cítricas e com muitos corantes como por exemplo: tabaco, café, chá, vinho tinto, cenoura, laranjas, limões, entre outros.

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Cancro Oral

O carcinoma de cabeça e pescoço é o 6º cancro mais frequente. Este aparece com maior incidência em homens e a partir dos 45 anos.

Os principais fatores de risco são o consumo de tabaco e álcool de modo rotineiro (principalmente quando há associação de ambos) e algumas lesões pré-cancerosas (como por exemplo a eritroplasia, leucoplasia, líquen plano).

Na cavidade oral, a sua localização mais frequente é no pavimento da boca e palato mole, debaixo da língua e na parte lateral da língua.

Estes carcinomas normalmente manifestam-se como uma mancha de cor variável, uma massa mais ou menos endurecida ou uma úlcera que não cicatriza em menos de 15 dias. Inicialmente não há sintomas dolorosos.

O seu tratamento está dependente do grau de evolução do carcinoma, podendo ser necessário associar cirurgia, com radioterapia e ainda quimioterapia.

Conselhos úteis:

  • Evite hábitos tabágicos e alcoólicos
  • Visite regularmente o seu dentista (mínimo duas vezes por ano)
  • Faça um auto exame da boca a cada 3 meses, avaliando lábios, língua, gengiva, bochechas e caso note alguma alteração (manchas, nódulos) visite o seu dentista assim que possível.
  • Se alguma lesão permanecer por mais de 15 dias, visite o seu dentista assim que possível.
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Cárie dentária

A cárie dentaria é uma doença de origem bacteriana que afeta cerca de 90% da população. A presença de certas bactérias associadas a uma má alimentação e higiene oral deficiente contribuem para o desenvolvimento de cáries dentárias.

Todos os dentes podem ser afetados, sendo que os mais suscetíveis são os molares e pré-molares, devido à sua anatomia com irregularidades (sulcos e fissuras) que facilitam a acumulação de restos alimentares, que quando não removidos, em conjunto com as bactérias, produzem ácidos que iniciam a desmineralização da estrutura dentária.

Sendo o esmalte um dos tecidos mais duros do nosso organismo, o desenvolvimento da cárie habitualmente é lento e inicialmente é assintomático. O aumento da sintomatologia é proporcional à proximidade da polpa, que é a estrutura dentária onde se encontra o nervo do dente. Com o passar do tempo surge a dor aos doces, ao frio e ao quente.

O seu tratamento é simples e consiste na remoção da cárie dentária e na restauração do dente com o material mais adequado, que poderá ser um compósito (restauração à cor do dente) ou a amálgama.

A durabilidade dos mesmos é variável pois está dependente dos hábitos de higiene oral e alimentares de cada um contudo a amálgama é mais resistente.

Para prevenção da cárie dentária deve:

  • Escovar os dentes 2-3 vezes ao dia, após as refeições.
  • Passar o fio dentário entre os dentes, uma vez por dia, preferencialmente à noite.
  • Ter hábitos alimentares equilibrados, evitando alimentos com muito açúcar.
  • Realizar um selamento de fissuras e toma de suplementos de flúor.
  • Se em alguma refeição não puder escovar os dentes, pode mascar uma pastilha elástica sem açúcar durante 10 min, contudo não se esqueça que esta não substitui uma escovagem!
  • Visitar regularmente o seu médico dentista.
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Ortodontia

É a área da Medicina Dentária que se dedica a correção e prevenção da posição dos dentes e maxilares. O correto alinhamento entre os dentes e as arcadas promove não só um aumento da autoestima, com melhoria da estética, assim como da função mastigatória, muscular e articular.

A 1ª consulta de ortodôntia deve ser feita a partir dos 6-7 anos, quando a dentição definitiva começa a erupcionar e ainda é possível prevenir alguns desalinhamentos. Em adultos, o tratamento é igualmente possível, não havendo idade limite para a realização de uma correção ortodôntica.

Existem dois tipos de aparelhos ortodônticos: os removíveis, normalmente utilizados em crianças com dentição mista (dentes de leite e definitivos) e os aparelhos fixos, normalmente utilizados na dentição definitiva. Ainda relativamente aos aparelhos fixos, existem vários tipos (uns mais estéticos que outros) e a sua seleção deve ser feita em conjunto com o seu médico dentista.

Durante a utilização do aparelho (fixo ou removível) recomenda-se:

  • Higienizar corretamente o aparelho ortodôntico com pasta fluoretada, escovas apropriadas para este tipo de aparelho, escovilhão e um colutório para prevenção de placa bacteriana;
  • Não mascar pastilhas elásticas, rebuçados ou alimentos pegajosos ou de natureza dura (roer esferográficas, ossos…);
  • Não usar o palito.
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Oclusão e ATM

A articulação temporoandibular (ATM) é a articulação mais complexa do nosso corpo humano. Tal como todas as outras, tem um disco a interpor o côndilo da mandibula que está em contacto com o osso temporal. Por vezes, este disco pode estar mal posicionado havendo ruídos como clicks e claks ou até crepitação, durante o movimento de abertura e fecho da boca. A presença de dor significa que há alguma inflamação nos ligamentos ou músculos adjacentes à ATM.

O tratamento destes problemas está dependente de um correto diagnóstico que por vezes pode ser auxiliado por exames radiológicos. Normalmente a confeção de uma goteira, exercícios de fisioterapia, termoterapia, ajudam a resolver alguns problemas.

Uma situação com elevada frequência na população em geral que pode ter repercussões negativas na ATM, é o ranger dos dentes durante a noite bruxismo noturno. Enquanto dormimos podemos apertar e/ou ranger os dentes continuamente. Estes movimentos são ordenados pelo nosso sistema nervoso central, mas como estamos a dormir não nos apercebemos nem conseguimos evita-los. Esta situação frequentemente resulta num desgaste do bordo incisal dos dentes (inicialmente nos caninos, incisivos centrais e laterais) comprometendo a estética, origina também dor/tensão em alguns músculos da cara, dor na ATM, dificuldade em abrir a boca ao acordar, dores de cabeça, entre outros. O tratamento do bruxismo, inicialmente passa pela realização de uma goteira de relaxamento noturno que consiste num dispositivo em acrílico, colocado nos dentes (superiores ou inferiores, dependendo do caso) protegendo-os do desgaste, mantendo as arcadas dentárias afastadas 2mm.

Uma má oclusão, pode ser devida a ausência de dentes e/ou uma má posição dos mesmos que também pode originar uma má articulação entre os dentes superiores e inferiores. Esta situação frequentemente resulta em dor na ATM, eficiência mastigatória diminuída, problemas estéticos, entre outros. A solução destes problemas pode passar pela realização de uma correção ortodôntica e reabilitação oral com prótese (fixa ou removível).

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Cirurgia Oral

O campo de atuação da cirurgia oral é bastante extenso, sendo o mais frequente a extração dentária. Os dentes podem estar totalmente erupcionados (íntegros ou não) ou inclusos (ainda retidos no osso).

Depois de realizado um correto diagnóstico o plano de tratamento poderá passar pela extração dentária. Para tal, o seu médico dentista procederá a realização de uma anestesia local infiltrativa para que todo o procedimento seja realizado na ausência de dor.

Este é um procedimento simples, que não deve ser feito em jejum.

Depois da extração dentária, o paciente deve ter os seguintes cuidados:

  • Higiene Oral rigorosa para evitar infeções
  • No local da extração deve utilizar uma escova macia
  • Evitar alimentos quentes e duros durante as primeiras 24h
  • Evitar esforços físicos e ambientes de muito calor
  • Dormir com a cabeça um pouco mais elevada e deitar-se para o lado oposto ao submetido à cirurgia
  • Poderá ser necessário a aplicação de gelo durante as primeiras 24h
  • Evite fumar durante as primeiras 24h
  • Após 24h da cirurgia, fazer bochechos com anti-sépticos orais, 2 a 3 vezes ao dia pois estes melhoram a higienização, ajudando a evitar o desenvolvimento de uma infeção.
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Endodontia

A entrada de bactérias na zona pulpar pode originar dores fortes e espontâneas, podendo haver a criação de um abcesso ou fístula. Para que o dente possa ser mantido em boca, torna-se essencial fazer uma endodontia.

Este processo é realizado sob o efeito de anestésicos locais e consiste na abertura de uma cavidade de acesso até a polpa, para que depois com ajuda de limas se possa limpar os canais radiculares. Após a remoção do nervo e os canais devidamente desinfetados, procede-se a obturação dos mesmos, promovendo um total selamento, evitando a nova entrada de bactérias. O processo termina com a realização de uma restauração com um material mais resistente, que em dentes muito destruídos devem ser reabilitados com prótese fixa.

Este é um processo mais demorado que poderá ficar terminado numa só consulta, mas dependendo do caso e habitualmente são necessárias 3 consultas com espaçamento de 15 dias a 3 semanas entre cada, para avaliar a resposta do dente.

Poderá ser necessário complementar com a toma de um antibiótico que só deverá ser recomendado pelo seu médico dentista, se a situação o exigir.

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Odontopediatria

A dentição infantil (dentes de leite ou temporários) é semelhante a adulta, mas em número reduzido pois é composta por 20 dentes, em vez dos habituais 32. Geralmente, a erupção dos primeiros dentes ocorre por volta dos 6/8 meses, sendo as meninas mais precoces. Por volta dos 3 anos, já todos os dentes de leite devem estar erupcionados.

A troca para os dentes definitivos inicia-se por volta dos 6 anos, ao mesmo tempo que nasce o primeiro molar definitivo.

A primeira visita ao médico dentista deve ser realizada por volta dos 2 anos. Contudo, antes desta idade a criança deve ser vista pelo pediatra, para que este possa aconselhar os pais sobre as corretas instruções de higiene oral e intercetar possíveis hábitos nocivos, como por exemplo a chupeta que idealmente deve ser deixada até ao 1º ano de vida.

O início da escovagem dentária acontece aquando a erupção do primeiro dente.

Os suplementos de flúor são alvo de controvérsia e de acordo com a Direção Geral de Saúde, estes apenas são recomendados a crianças com mais de 3 anos com alto risco à cárie dentaria. Veja a tabela seguinte com as devidas recomendações de acordo com a faixa etária em questão.

Recomendações:

escovagem
Ampliar

Durante a erupção da dentição definitiva é aconselhável visitar o seu médico dentista para que este tome medidas preventivas e realize os selantes de fissuras (atualmente incluídos no programa de saúde oral através dos cheques dentistas). Isto consiste na aplicação de um verniz nos sulcos e fissuras dos molares e pré-molares definitivos, de forma a prevenir o desenvolvimento de cáries.

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Implantes dentários

Os implantes dentários são estruturas de titânio, que podem ser colocados no osso da mandibula ou da maxila e têm como objetivo substituir as raízes dos dentes perdidos, para posteriormente suportarem uma coroa ou uma prótese.

Idealmente, um implante deve receber uma coroa após um período de cicatrização, a osteointegração, que só está completa ao fim de um período mínimo de 12 semanas. A taxa de sucesso ronda os 90-98% mas os casos devem ser cuidadosamente selecionados. Existem algumas condicionantes que podem alterar a taxa de sucesso do implante, determinadas doenças sistémicas e o fumo de cigarro podem alterar a processo de osteointegração.

A colocação de implantes não tem uma idade limite, mas deve ser realizada depois dos 18 anos, quando a formação das arcadas dentárias está terminada. Todo este processo é dividido em 4 fases:

1. Avaliação e planificação do caso: O seu médico dentista deve recolher informação sobre a sua história clinica, avaliar radiografias complementares de diagnóstico (ortopantomografia e TAC), fazer um exame intra-oral pois é importante que não haja caries nem sinais de infeção da cavidade oral, e por fim, fazer a planificação do caso avaliando a necessidade de outras cirurgias;

2. Fase cirúrgica: Colocação do(s) implante(s) sob anestesia local, este procedimento é totalmente indolor, apenas se aconselha a colocação de gelo nas horas seguintes e a toma da medicação prescrita pelo médico dentista. Durante o período de osteointegração que dura cerca de 12 semanas, o paciente pode reabilitar provisoriamente a zona edentula, com uma prótese que pode ser removível ou aparafusada ao(s) implante(s). A seleção entre o tipo de prótese será discutida com o seu médico dentista, estando dependente do seu tipo de osso e possíveis condicionantes a nível de saúde;

3. Fase protética: Sobre os implantes já totalmente osteointegrados (cicatrizados) realiza-se a estrutura protética que pode ser uma coroa unitária, uma ponte ou uma prótese (hibrida ou sobredentadura);

4. Fase de manutenção: é extremamente importante que depois de terminada a reabilitação, que o paciente faça as consultas de controlo através do exame clinico e radiográfico.

Os implantes dentários são apenas mais uma hipótese para a reabilitação oral, mas com vantagens inigualáveis, tais como:

  • Estética e conforto pelo facto de serem fixos e das próteses sobre os implantes serem realizadas em materiais de resistência e estética semelhante ao dente natural;
  • Mantem o osso alveolar através da sua estimulação, diminuindo a reabsorção óssea;
  • Evita que os dentes adjacentes sejam desgastados como no caso das pontes;
  • A capacidade mastigatória é praticamente igual à que temos com dentes naturais saudáveis;
  • Como o resultado final é extremamente satisfatório quer a nível estético como funcional, a autoestima do paciente aumenta substancialmente.
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Periodontologia

Este é o ramo da medicina dentária que trata das doenças periodontais, que são todas as estruturas que suportam os dentes (gengiva, ligamentos e osso). Os problemas mais frequentes são as gengivites (inflamação da gengiva) e as periodontites (inflamação dos restantes tecidos de suporte), sendo que ambas são de origem bacteriana.

Embora habitualmente estes problemas sejam assintomáticos, a ausência de tratamento dos mesmos pode resultar na perda dos dentes.

Habitualmente estes problemas ocorrem a partir dos 30 anos e de uma forma leve em que o tratamento é relativamente simples. Uma das principais causas da gengivite é a acumulação de placa bacteriana (pelicula que se forma diariamente) que com o passar do tempo mineraliza, passando a tártaro. Isto origina um sangramento gengival espontâneo, gengiva vermelha, mau hálito e um desconforto geral - Gengivite. Ao visitar o seu médico dentista regularmente, ele procederá a uma destartarização (limpeza). Caso isto não aconteça, as bactérias presentes podem continuar a desenvolver e a multiplicar-se, atacando o osso alveolar e o ligamento periodontal - Periodontite. Quando isto acontece, surgem bolsas profundas que podem originar mobilidade dentária, dor ao toque, sangramento gengival espontâneo, mau hálito, alteração da posição dos dentes. O seu tratamento consiste em eliminar as bactérias presentes nas bolsas periodontais, através de instrumentos que conseguem aceder a locais mais profundos, realizando uma raspagem e alisamento radicular.

A melhor forma de prevenir estas doenças é mantendo uma adequada higiene oral diária através da escovagem dos dentes após as refeições, uso de fio dentário ou escovilhão, dependendo do tamanho dos espaços interdentários. Para tal, aconselhe-se com o seu médico dentista.

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Saúde Oral na gravida

A gravidez é uma fase da vida da mulher que gera grande felicidade e também preocupação. Idealmente, a mulher deve ir ao dentista e fazer todos os tratamentos necessários antes de engravidar, de modo a evitar infeções orais que poderão levar à toma de antibiótico, que deve ser evitado durante os 9 meses de gestação.

As alterações fisiológicas e psicológicas ocorrem com frequência e a mulher sofre alterações hormonais com efeitos na cavidade oral. Uma situação característica nas grávidas é o sangramento das gengivas com mais frequência devido às alterações hormonais características da fase em questão. Para tal, pede-se uma atenção extra para os cuidados de higiene oral e a realização de uma destartarização ajudará a manter a saúde gengival. A hiperacidez da saliva (devido aos vómitos) e a xerostomia (diminuição do fluxo salivar), favorecem o desenvolvimento bacteriano, aumentando a tendência para a formação de cáries dentárias e gengivite.

Na eventualidade de ter que fazer tratamentos dentários durante a gravidez, não há risco para o bebé, ainda que seja necessário anestesia. Apenas deve-se evitar radiografias e preferencialmente os tratamentos devem ser feitos durante o 2º trimestre de gestação. As consultas devem ser rápidas e de preferência na segunda metade do período da manha, quando os enjoos são menos frequentes.

Na consulta de medicina dentária a gravida será informada sobre os cuidados de higiene oral e alimentação, a gravida deve usar o fio dentário e/ou o escovilhão, assim como a escova e pasta com fluor após todas as refeições.

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Traumatismo dentário

Por vezes ocorrem acidentes que resultam num traumatismo dentário, surgindo várias questões tais como:

Parti uma grande parte do dente, que devo fazer?

1º  Deve segurar cuidadosamente o fragmento pela coroa.
2º  Lave-o bem com soro fisiológico ou leite.
3º Coloque o dente num copo com soro fisiológico ou leite, ou entre a bochecha e gengiva.
4º  O fragmento do dente pode ser colado através da ajuda do seu médico dentista.
5º  Procure o seu médico dentista o mais rápido possível, preferencialmente nos 30min seguintes.

O meu filho caiu e saiu-lhe um dente definitivo, que devo fazer?

1º  Segure cuidadosamente o dente pela coroa.
2º  Lave-o bem com soro fisiológico ou leite.
3º  Coloque o dente no seu lugar (de onde saiu) ou dentro de um copo de leite ou com soro fisiológico, ou ainda entre a bochecha e a gengiva.
4º  Procure o seu médico dentista o mais rápido possível, preferencialmente nos 30min seguintes.

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Prótese fixa

A reabilitação oral mediante uma prótese fixa pode ser feita sobre dentes naturais ou sobre implantes e tem como principal objetivo recuperar estrutura dentária e/ou dentes perdidos. Deste modo, ela pode ser total quando há necessidade de recuperar toda a estrutura dentária (coroa) ou parcial quando há perda de parte da estrutura dentária (facetas, onlay, inlay e overlay).

As suas principais vantagens são o conforto, pelo fato de ser fixo e de certa forma o mais semelhante à dentição natural, não só pela sua resistência mas também pela estética, aumentando a auto estima e satisfação do paciente.

É possível fazer uma prótese fixa unitária (coroa) ou uma ponte, em que os dentes adjacentes ao local onde se extraiu o dente, servirão de pilares para suportar uma estrutura composta por 3 coroas. Tal como já referimos, na ausência de mais peças dentárias é possível colocar implantes que de igual modo servirão de pilares para suportar uma prótese sobre implantes.

A higienização destas próteses é igualmente exigente, e em pacientes portadores de pontes está indicado o uso de um passa fios para higienização da zona dos pônticos, além da habitual escovagem, uso de fio e escovilhão dentário.

Situações onde as próteses fixas estão indicadas:

  • Ausência de dentes
  • Correção de dentes com manchas/ escurecidos ou com alteração de forma
  • Correção do alinhamento de dentes
  • Suporte para próteses esqueléticas
  • Reabilitação de dentes extensamente destruídos

O processo de confeção destas próteses é mais demorado necessitando de várias consultas, pois parte do trabalho é realizada em laboratório. Durante este processo são colocados em boca coroas provisórias (confecionados em materiais menos resistentes mas com boa estética).

Existem vários materiais disponíveis, como por exemplo: metal (cromo-cobalto, paládio), zircónio (metal branco), cerâmicas entre outros. A sua seleção está dependente de vários fatores que devem ser considerados durante a consulta de avaliação com o seu médico dentista.

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Prótese removível

As próteses removíveis são dispositivos que permitem substituir dentes, gengiva e osso. A perda destas estruturas pode originar problemas a nível funcional e estético, diminuindo a autoestima do paciente.

Estas próteses podem ser confecionadas essencialmente em dois tipos de materiais: em acrílico e em metal (esqueléticas). As próteses acrílicas apoiam-se na mucosa e no rebordo ósseo, podendo ter uns ganchos que abraçam os dentes adjacentes aos locais desdentados, ajudando na sua retenção. As próteses esqueléticas têm uma grande componente em metal e apoiam-se em mucosa e dentes, estas são mais higiénicas e confortáveis pois além de serem menos extensas, o apoio dentário permite que estas tenham mais estabilidade. A seleção do tipo de prótese deverá ser cuidadosamente estudada pelo seu médico dentista.

A primeira abordagem com uma prótese é sempre difícil pois passamos a ter um objeto estranho dentro da boca. Há que aprender a conviver com ela, a mastigar e falar. Estas requerem um cuidado de higiene oral bastante rigoroso, sendo que com a exceção da primeira semana de uso, estas devem ser retiradas durante a noite e colocadas num copo com água e um produto específico para limpeza da prótese. No final de cada refeição, além da habitual escovagem dos dentes, o paciente deve ter o cuidado de retirar a prótese e lava-la, para que esta não acumule restos de alimentos que ao se manter em contacto continuado com o dente, pode mais tarde originar cáries.

A durabilidade da prótese está dependente do próprio organismo do paciente. Com o passar do tempo estas começam a ficar mais soltas e desajustadas, pois a nossa cavidade oral também vai alterando, podendo haver perda de osso, gengiva e até dentes. Quando as alterações são mínimas, é possível fazer um rebasamento ou acrescento de dente. Se ocorrer algum acidente e a prótese partir, também é possível fazer um conserto, dependendo do grau de fratura.

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